O velho e o moço.

   Deixo tudo assim, não me importo em ver a idade em mim, ouço o que convém. Eu gosto é do gasto.. Sei do incômodo e ela tem razão quando vem dizer que eu preciso sim de todo cuidado. E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem então agora eu seria? Ah, tanto faz, e o que não foi não é, eu sei que ainda vou voltar, mas eu quem será..? Deixo tudo assim, não me acanho em ver vaidade em mim, eu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago.. Sei do escândalo e eles tem razão quando vem dizer que eu não sei medir nem tempo e nem medo. E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado, ah.. Ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim? Dispenso a previsão. Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição. Vou levando assim, que o acaso é amigo do meu coração quando eu falo comigo, quando eu sei ouvir.. 

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