The Rebound Girl

Eu a conheci quando ela se encontrava no mesmo “estado” que eu, e talvez quando ela ainda era “inocente”. Não é questão de tempo, mas de experiência, observação e provas. Acho que eu sempre estudei ela de uma forma ou de outra. Eu sei que eu sou uma das únicas que já foi tão fundo nos estudos e que aprendeu bem como ela é, quem ela é, e eu sei, eu sei muito bem. Vejo ela se esconder, vejo ela recuar, vejo ela agir impulsivamente, vejo ela cair e levantar, vejo ela errando, vejo ela sendo a pessoa maravilhosa que ela é. Vejo ela não vendo, ou não querendo ver. Vejo ela deixando coisas escapar, ignorando, rejeitando. Também vejo ela acolhendo, amando, respeitando e se apegando. Mas do meu ponto de vista ela não sabe lidar com muitas coisas, na verdade, saber ela sabe, mas simplesmente não lida, e ela é assim, ou se tornou assim. Eu tenho uma coisa especial por ela, muito especial, e eu queria tanto poder ajudar quando vejo ela perdida, sem saber o que saber, o que pensar, o que sentir. E esse texto nem era pra ser melancólico, mas é isso mesmo que eu quero dizer. As vezes eu volto no tempo e vejo que fui igual a ela com ela, e foi logo no momento que ela deixou de ser como descrito antes pra ser quem ela realmente é. E a gente não se bateu, estávamos em paginas diferentes. Mas odeio hoje querer cuidar dela como eu não cuidei quando eu tive a chance, e por isso que surgiu esse texto...
PS: o titulo não tem o significado que parece ter, mas convém. 

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