missing her
E perdeu, o que chegava a ser quase o que lhe mais era valioso, aquilo que tirava seu sono, lhe estressava, lhe tirava a paciência e o tempo, mas que no fundo amava. Perdeu com tanta vergonha, e sem culpa, que escondeu. Era forte, rígida, determinada, não deixaria que aquilo a abalasse, por fora. Mas chega uma hora que aquilo faz uma falta e ela não tem mais como esconder, desaba. Desaba como uma mulher fraca, diante dos filhos, da mulher, da mãe, da sogra, da irmã, e declara, e chora. Mas todos ali sabem como é e que outro logo vai suprir a falta daquele, apenas uma questão de tempo. Mas ela mudou, acaba tendo outras coisas pra ocupar seu tempo, coisas tais em que ela não sabe lidar, embora ache que sim. Agora não se vê mais aquele brilho em seus olhos, aquele brilho de fim de dia cansada do trabalho que vai lhe perguntar “Como foi o seu dia?” com amor de mãe. Agora está quase amarga, é preocupante. Orgulhosa, dura. Me perguntando quando, e se vai voltar ao normal.